Vivendo a diversidade

Botanical Garden (Stereographic)

Upload feito originalmente por Martin_Heigan

As conversações acontecem a partir da diversidade. Pessoas diferentes com opiniões distintas tem muito a compartilhar em suas conversações.

Cada um de nós tem uma maneira única de ver e organizar o mundo ao seu redor e essa experiência individual é sempre íntima e intransferível. Seguimos percebendo a realidade a partir de nossa história pessoal, nossa cultura familiar, nosso contexto social e mais uma série de fatores que faz com que vejamos a cada momento apenas aquilo que cada um vê, e nada mais. Não temos portanto uma realidade compartilhada, um ambiente percebido por todos como nossa única realidade. Estamos criando mundos, cada um de nós, a cada instante vivido.

Isso não significa que as coisas que estão ao nosso redor não estejam de fato lá, claro que estão. Somos afetados por tudo que nos cerca. O clima, as interações com outras pessoas, tudo pode nos tocar e disparar em nós em uma reação. Medo, esperança, desejo ou tristeza são apenas nossas reações ao meio em que vivemos.

E esse meio em que vivemos está repleto de pessoas! Gente prá todo lado. O comportamento das populações do outro lado do mundo pode afetar nossa vida. A atitude do nosso vizinho pode afetar a nossa vida. O que acontece em nosso trabalho, família ou bairro geralmente afeta nossa vida.

Então vivemos em interações com pessoas e com o mundo, e vivemos isso ao nosso modo, experienciando tudo a partir de nós mesmos, com grandes dificuldades em compartilhar nossas dimensões interiores com aqueles que estão ao nosso redor.

Surgem então as conversações. Em algumas ocasiões podemos nos sentar, ouvir e falar sobre tudo isso que se passa dentro de nós, e até mesmo perceber um pouco do que ocorre com quem conversamos. Histórias pessoais, percepções individuais, emoções e sentimentos vividos e relatados por alguém nos colocam em contato com dimensões humanas que estão sempre além de nossa capacidade em ver e sentir as coisas de nosso único e restrito ponto de vista.

Claro que tudo que ouvirmos em nossas conversações será ouvido a partir de nós mesmos, com nossas lentes individuais de ver o mundo. Não há como ouvir de modo isento o que alguém nos diz, e nem mesmo o que você diz pode ser ouvido por você mesmo sem que aí estejam os seus critérios do que é válido ou não!

Geralmente ouvimos e o que achamos válido deixamos entrar, o que não condiz com o que pensamos, deixamos de fora e ainda explicamos de algum modo porque aquilo não serve. Continuar lendo ‘Vivendo a diversidade’

Fazendo amigos na Vflow

Logo Vflow

Conhecemos a equipe da Vflow no Global Forum America Latina, eles são os responsáveis pela implantação de um sistema de rede social com suporte a vídeo. A solução nos pareceu bem robusta e bem interessante, até pelo fato de conhecermos o Drupal e seu potencial na construção de ambientes como este.

Conversei bastante com o Loïc Jeannin, um dos principais responsáveis pela Vflow e percebi uma visão bem lúcida sobre a importância do vídeo na formação de redes sociais. Loïc ficou muito interessado nos trabalhos de ativação de redes sociais que a Papagallis oferece e talvez até possamos apoiá-los na consolidação de algumas redes implantadas pela Vflow.

A ativação das redes a partir de encontros presenciais da comunidade é uma estratégia de ação que faz todo o sentido e a parceira de empresas de soluções de software com a Papagallis é natural nesse sentido.

Vflow Web Vídeo é uma empresa focada na indexação e difusão de conteúdo em vídeo digital, e vem desenvolvendo projetos para empresas como: MTV, TV Cultura, SENAI, PUC-PR e FIEP, entre outras.

Visite o site da Vflow, especificamente a área de Blog Vídeo onde tem uns cases bem bacanas como o Maria Bonita, Hip-Hop TV e MTV(A fila anda).

Bem, vamos ver o que rola, mas de qualquer modo foi muito legal conhecer essa turma.

Observações sobre o GFAL 2008



Em primeira mão publicamos aqui o resultado do trabalho do Observadores Informais do Global Forum America Latina 2008 que terminou ontem em Curitiba. Quase toda a equipe da Papagallis (Algarra, Alberto, Lígia e Ronaldo) fez parte do grupo.

Acompanhe aqui os relatos produzidos por um grupo de vinte Observadores Informais sobre as dinâmica relacionais que surgiram nas interações entre os participantes no fluxo dos processos de conversação do GFAL 2008. Acompanhe as postagens e mergulhe na observação do que aconteceu no GFAL 2008 pelo olhar dos Observadores Informais.

Entrevista para o Comunique-se

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Upload feito originalmente por luc legay

Respondi algumas perguntas por email para a jornalista Izabela Vasconcelos do Comunique-se e compartilho aqui com todos:

1) Como surgiu a idéia de criar uma empresa neste segmento?
A Papagallis não surgiu a partir de uma percepção de mercado, nasceu pela espontaniedade de alguns de nós que buscavam coerência entre nossa vida pessoal e atuação profissional. Criamos a Papagallis como um espaço de experimentação onde poderíamos aprender, vivendo e trabalhando, a partir de nossos serviços para a comunidade de seres humanos que habita este planeta. Então nossas experiências pessoais anteriores se combinaram, tecnologia, redes sociais, ativação de grupos e comunicação democrática se encontraram num espaço de ação a que chamamos Papagallis, e assim nasceu.

2) A Papagallis tem alguma concorrente?
A Papagallis não é uma empresa, é uma rede de pessoas. Somos únicos porque nossa rede é formada por pessoas únicas que atendem de modo único outras redes de pessoas que também são únicas. O vier humano acontece a partir de uma cultura de interações em redes, então existem pessoas formando ou reativando redes a todo momento. Seria ótimo se mais pessoas fizessem o que fazemos, facilitando estes processos para o maior número possível de indivíduos. Quando encontramos um grupo de pessoas que faz isto não vemos um concorrente, tentamos nos acoplar pois sabemos que ali há uma riqueza, a riqueza do conhecimento humano em ação dinâmica.

3) Como foi o trabalho de divulgação da empresa?
Mercados são conversações. Não investimos um centavo em mídia de massa. Propagamos a Papagallis a partir de nós mesmos conversando em redes. Falamos nos encontros presenciais e no ambiente da Internet. Apenas conversamos e tudo acontece a partir daí.

4) Como você vê as comunidades virtuais hoje?
Percebo uma expectativa exagerada em relação às redes sociais. As pessoas não estão refletindo, de modo geral, sobre a qualidade e frequência de suas conversações na vida cotidiana. Somos o que operamos entre nós. Pais que não falam com seus filhos não são pais, amigos que nunca se conversam não podem ser amigos, grupos de pessoas que não se falam, ou que apenas repetem um repertório de jargões profissional impessoal o tempo todo

5) Alguns jornalistas afirmam que as comunidades virtuais não são realmente “comunidades” e sim agrupamentos eletrônicos. Você também vê desta forma ou acredita que há interatividade nas comunidades virtuais?
A sensação de pertencimento de cada pessoa em relação a uma comunidade é uma experiência íntima e profunda. Não pode ser medida ou avaliada por um observador externo. Então um grupo de pessoas pode se identificar entre si como uma comunidade e ninguém pode avaliar a extensão deste relacionamento. Antes esta identificação era geográfica, os agrupamentos humanos eram distiguidos como tribos, etnias ou nacionalidades. Agora a Internet traz um dimensão atemporal e não-localizada no conversar cotidiano de grupos de pessoas. Gente espalhada pelo mundo se encontra, trocam uma fala, compartilham um código e se reconhecem em diálogos não-organizados. Será isto uma comunidade? Depende de quais critérios são usados para avaliar isto. O que está em jogo nesta discussão são os critérios de validação do que distinguimos como comunidade, e não a legitimidade desta ou daquele grupo em se perceber enquanto comunidade. Então podemos refletir sobre nossos critérios e não apenas invalidar algo que está acontecendo e que independe de nossa vontade.

Curso básico para estrangeiros em Biologia Cultural

Abertas inscrições para curso de Maturana/Ximena em agosto. O curso vai acontecer em Santiago do Chile, de 18 a 22 agosto de 2008, das 10:00 a 18:00h. As inscrições podem ser feitas diretamente com a Alejandra Perez, assistente executiva do Instituto Matriztico. Maiores informações aqui pelos telefones do Instituto Matriztico: 56-2-2056121 e 56-2-2059634. Baixe aqui o material original sobre o curso.

Observadores Informais GFAL

A primeira reunião dos Observadores Informais para o Global Forum America Latina aconteceu em São Paulo, no The Hub-SP, e reuniu o grupo que estará em Curitiba de 17 a 20 de junho trabalhando no GFAL.

O grupo de Observadores Informais será composto em sua maioria por pessoas que cursam a Certificação de Biologia Cultural da Unindus.

Alberto Blumenschein, André Martinez, Carmem Silvia de Carvalho, Edson Araujo Cabral, Emi Tanaka, Fatima Lisboa Nascimento, Leandro Nunes Azevedo, Luiz Algarra, Marlete Clara Simões, Ronaldo Richieri, Ligia Giatti, Wellington Cruz, Regina Canel, Tommy Nelson, Ruth Gringberg e Arthur Asnis conversaram toda a noite construindo um alinhamento metodológico para a cobertura do evento.

A partir do entendimento do grupo acerca dos conceitos apresentados até agora no Curso de Certificação em Biologia Cultural da Unindus, ministrado pelo Prof. Humberto Maturana e Ximena Dávila, propomos nos organizar para uma ação coletiva de observação dos participantes do Global Forum América Latina, produzindo um conteúdo organizado que represente nossa experiência coordenada de observação.

O grupo se denomina Observadores Informais porque se estabelece a partir de seus próprios propósitos, dinâmicas e metodologias, sem se referenciar diretamente a algum tipo de atitude, formato ou investigação científica formalmente reconhecida por alguma instituição.

Antes do Global Forum America Latina ainda teremos algumas reuniões de trabalho. O desafio é grande!

Conversando para um futuro

Worldcafe DW Consulting
Refletir, conversar, conviver e construir. Este foi o ciclo experimentado por quem participou do worldcafe que promovemos ontem pela manhã na Chácara Santa Cecília.

Reunimos a DW Consulting, sua comunidade de clientes, parceiros e amigos em uma conversação reflexiva para a construção de um negócio sustentável. Setenta pessoas conversaram durante uma manhã de trabalho.

André Martinez está desenhando o posicionamento estratégico de negócios da DW Consulting e recomendou expressamente que a construção do processo acontecesse através de conversações livres, abertas e francas.

Nossa amiga Valentine Giraud participou do encontro como polinizadora de conceitos sobre sustentabilidade. E Iolanda Huzak fotografou tudo.

Ainda teremos uma série de encontros como este, sempre organizados em uma metodologia baseada em diálogos para, com a presença de todos, construir um novo caminho para esta comunidade de negócios. Um caminho onde sustentabilidade e ética não sejam apenas termos de marketing, mas conceitos e ações compartilhados por todos que puderam sentar e conversar.